Preservativo para a TV

Não é novidade que o mundo da TV é movido pelo dinheiro e que o que é mostrado na telinha sempre respeitou muito os valores, financeiros, é claro.

A baixaria nas novelas sempre foi normal, mas ultimamente abaixaram ainda mais o nível assustando até o colunista de Cultura da Veja, Rodrigo Constantino. No artigo: “A redenção da bicha má (e da TV Globo)”, disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/a-redencao-da-bicha-ma-e-da-tv-globo-tambem/, ele se espantou com o show de imoralidades da novela “Amor à Vida” e não gostou também da redenção da bicha má no final. O personagem Félix aprontou demais em toda a trama, mas no final, protagonizou um beijo gay, caiu nas graças de muita gente – inclusive de um deputado que deu pulinhos – e, então,  smaaaack (eca), sambarilove, The End.

Como é fácil escrever novelas. Basta temperar aventuras, dramas e comédias com porções generosas de imoralidade, trapaça, engano, traição, sexo, violência, troca de casais, banalização da nudez, sexo, brigas, crimes, roubo, sexo, prostituição, golpe da barriga, fisgar caras ricos, promiscuidade, desrespeito aos valores  éticos, canalhices, desagregação das famílias, sexo, apologia ao álcool, fumo e outras drogas, sexo a gosto, beijo gay, não gay. Como perceberam, um ingrediente é repetido e adicionado sempre que a audiência baixa.

É preocupante a “humanização” e o “aumento dos sentidos” dos aparelhos de televisão. Com milhões de pixels, a TV melhorou muito a visão e a acuidade auditiva cada dia conta com alguma potente novidade para ampliá-la.  O olfato está melhorando, pois TV com cheiro já está chegando. Os japoneses – para variar – estão dando show nessa revolucionária novidade. Daí para a ativação o paladar será só um pulinho.

Mas o que preocupa mesmo nessa evolução é o “tato televisivo”. Considerando que o nível das baixarias vai baixar muito mais ainda e que o controle remoto nem sempre resolve o problema, será necessário isolar os aparelhos de TV e mantê-los a uma distância segura. Podem transmitir alguma DST (Degradação Sexo-Televisiva) ou algo pior, como “espermatovídeos”. Acho bom inventarem logo algum preservativo para essas máquinas.

Waldir Fabrício dos Santos, engenheiro civil, pastor na Igreja Evangélica Congregacional em Toledo-PR. (wwwfs@uol.com.br).

 

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