Aula de corrupção

Logo pela manhã, em plena Sexta-feira da Paixão, o Brasil acordou com notícias sobre o comportamento de políticos brasileiros, quanto ao direcionamento da máquina pública.

É lógico que alguns dias que antecederam essas notícias fomos informados da corrupção endêmica que vivemos há muitos anos, como que tivéssemos num “aquecimento” para a explosão no dia em que rememoramos a morte e ressurreição de Cristo. Foram assustadoras as declarações de integrantes da Odebrecht, que a nosso ver não poderia mais participar de nenhuma obra pública inclusive, de seus diretores e integrantes que, caso utilizem outra empresa com o objetivo em mascarar suas ações, possam utilizar os mesmos procedimentos ou parecidos com as mesmas intenções nefastas, tendo a finalidade em abocanhar recursos do erário.


A divulgação da lista do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, fez movimentar a tribuna e os bastidores da Assembleia Legislativa do Paraná. no dia 12 de abril, com a abertura de inquérito baseada em outra lista, a do procurador geral da República, Rodrigo Janot, extraída das delações de ex-executivos da Odebrecht. A surpreendente lista de 98 pessoas, integrada por oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais de diversos partidos mostram como está a verdadeira situação de nossos representantes no Congresso Nacional.


Ainda temos de suportar explicações dos partidaristas e agressões de adversários que foram penalizados em recente impeachment da ex-presidente Dilma, por sinal, um desastre para o país. Infelizmente, o Brasil teve uma aula de corrupção, com o envolvimento de políticos que jamais poderíamos imaginar estarem envolvidos nesses “acertos”. A engenharia da corrupção é tão bem engendrada que durou três décadas - segundo as informações de integrantes da empresa “contemplada” com o roubo de recursos públicos, se bem, que esse vício vem desde o descobrimento do Brasil, reservadas as devidas proporções. Os políticos atuais - em sua maioria - são insaciáveis. Não aceitam valores baixos. Sempre apresentam somas vultosas no sentido em satisfazer suas voluptuosidades, devido as ramificações serem extensas.


Nossa esperança agora será o Judiciário. Tem em seus ombros a responsabilidade em fazer uma limpeza geral de integrantes públicos pusilânimes que demonstram felicidade naquele velho jargão “quanto pior melhor”.


Edilson Elias é jornalista, escritor, diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ® e Diretor da Associação Paranaense de Mídias Impressas e Eletrônicas - APJOR/Pr - Londrina - Pr - edilsonelias@yahoo.com.br

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